Sequencing

  1. Search
  2. About
  3. Subscribe
  4. Archive
  5. Random

Sequencing

Façanhas de um MC/Beatmaker/Blogger. Composição Original.

  • Música

    Vamos lá escrever aqui algo, limpar o pó ao tumblr, cuidado com os olhos!
    Ando ocupado com trabalho e com alguma música, minha e não só. Vou falar um pouco do “não só”:


    Novo EP dos Dealema, “Arte de Viver”.


    Sinceramente, ouvir este trabalho foi de extremos, tanto gostei extremamente como desgostei extremamente. Ainda bem que a faixa homónima não saiu como single do EP, porque para mim não valia a pena. Isto porque não sou completamente apologista de batidas mais electrónicas em Hip-Hop, apenas aprecio isso em músicas pontuais. E artistas como os DLM, de rap clássico, que sempre se mantiveram fiéis às origens, na minha opinião, não se adequam a este tipo de estilo. Acho que o máximo “electrónico” que eles deveriam ir é ao nível da faixa “DLM (Ninguém teme)”. Mas no fundo não detesto a faixa, pronto, não me mexe. Por outro lado, a faixa “Olhos de Vidro” mexe-me. Com os nervos.
    Cruzes, nunca pensei ouvir DLM com umas guitarras de rock-pop-adolescente-parvo no fundo, efeitos de voz no refrão, coros que nem são de hip-hop sequer. Sinceramente, pior maneira possível de fechar o EP, imagino se fosse um álbum. 
    “Causa perdida” é uma música boa, mas não me conquistou. Porém, o respeito e admiração que tenho por estes 5 foi recuperado com a “Mais uma sessão”, percussão muiito forte, stabs certeiros, o sample da bridge está lá, e os 4 MC’s cospem muito bem! A “Pêndulo”, para mim, está bem pensada, bom tema para a música, acho que todos se adaptaram muito bem ao que o instrumental e o ambiente instalado pediam. “Família Malícia”, mais um bom tema, não chega a ser story-telling, mas quase, da maneira que descrevem ao pormenor a disfuncionalidade da família em questão. O Mundo nunca desilude, acho que se ele cantasse com D’zrt, de tutu côr-de-rosa, num programa da tarde, ainda me custava a proferir palavras contra ele. Mas para mim, o destaque vai para o Fusível, Inspector Mórbido, as rimas deles provocam em mim o que (imagino) que ele quer: a surpresa, consequente atenção, e no final, repetição, para ver o sentido de tudo.


    Num registo completamente diferente, vou falar de B Fachada.


    Não vou falar o suficiente, nem o merecido, mas se não mencionar um dos maiores artistas da música portuguesa actual, não me mereço considerar pessoa. O homem, para além de multi-instrumentista, é um cantautor, é um poeta, é um intéprete. Consegue, mesmo sem grande voz, manter-me atento a cada palavra que diz. As melodias simples aliadas a uma poesia do quotidiano, que fala sobre nada mas que é um nada comum a todos, relembra-nos da magia que a música pode ter. Seja um música impecavelmente orquestrada, ou isto, música que se vê que é feita por gosto e com gosto, sem pressões, mas com vida dentro. Ele não nos esfrega o que canta na nossa cara, ele está a cantar lá atrás e, se quiseres, podes ouvir, se não, a perda é tua. Fica só a dica, quem estiver curioso, vá escutar, pelo menos, o álbum de seu nome “B Fachada”.

    Mas cuidado, ouvir este álbum pode mudar o calor que se pôs para começar o outono e o inverno de novo. Estou a falar a sério.

    Paz,

    Stereo!

    Tagged: b fachada, dealema arte de viver stereo tipo hip-hop mais uma sessão

    Posted on May 18, 2010

  • staff
  • sutekicatarina
  • freshphotos
  • unas
  • fieldnotestheme
  • peliculapodcast

Field Notes Theme. Designed by Manasto Jones. Powered by Tumblr.